EducaçãoCRÔNICA EM SALA

9 de agosto de 2018

Quer fazer os seus alunos se interessarem ainda mais por crônicas? Que tal reservar um momento descontraído de leitura compartilhada entre turmas? Essa foi a estratégia adotada na Crescer Sempre, para alunos de contraturno do 8º ano. No fim do semestre, as turmas se reuniram no evento Balada da Palavra para ler as produções de...

Quer fazer os seus alunos se interessarem ainda mais por crônicas? Que tal reservar um momento descontraído de leitura compartilhada entre turmas? Essa foi a estratégia adotada na Crescer Sempre, para alunos de contraturno do 8º ano. No fim do semestre, as turmas se reuniram no evento Balada da Palavra para ler as produções de crônica experimental, crônicas que os alunos produziram a partir de inferências e imagens do cotidiano sem grande aprofundamento no estudo do gênero, e contaram com uma convidada especial: a cronista do Guten News, Nathalie Lourenço. Eles puderam fazer perguntas e ouvir o que a autora tinha a dizer a respeito das produções compartilhadas. Esse foi um momento importante, já que os textos da Nathalie fizeram parte do início do estudo de crônicas.

Crônicas: do estudo à produção experimental

O estudo do gênero começou alguns meses antes do evento Balada da Palavra, com a leitura de uma entrevista com o cronista Antônio Prata para entender melhor sobre o processo de escrita de uma crônica. O próximo passo foi fazer os alunos levantaram inferências a partir do que sabiam sobre o gênero. “Depois disso, lemos uma crônica da Nathalie, que foi ‘A geração sem foto feia’. A crônica dela serviu como modelo para eles prepararem a crônica deles”, conta a professora de Língua Portuguesa Taila Virgine Costa. “A gente fez a sequência da Guten, essa sequência da crônica, ’Geração sem foto feia’. As outras crônicas, a gente deixou como lição de casa para eles lerem enquanto repertório”.

A partir disso, os alunos produziram suas próprias crônicas. O trabalho ainda está em andamento e seguirá até outubro. Um dos pontos já observados é que os estudantes ainda não veem com clareza a distinção entre conto e crônica. “É difícil, às vezes, definir o que é conto e o que é crônica. Agora que a gente vai fazer a transposição mesmo, depois de ler crônica, sistematizar crônica para eles também colocarem mais reflexão deles no texto”, diz Taila. Nas férias, os alunos terão como tarefa estudar o gênero e ler também um livro de contos fornecido pela associação e entregue no dia da Balada da Palavra. A ideia é que eles compreendam as características da crônica cada vez mais e possam aprimorar suas produções: “eles vão olhar para essa crônica – que foi um laboratório –, olhar para os contos da Lygia Bojunga, para as crônicas da Guten e pensar o que que tem aqui que eu preciso melhorar para realmente ser uma crônica”, relata Taila.

Guten e Crescer Sempre

A Crescer Sempre é uma instituição que atua na comunidade de Paraisópolis há 20 anos. A ideia é promover uma transformação por meio da educação. No início do ano, a associação descobriu o Guten News e começou uma parceria com o intuito de dar aos alunos acesso a conteúdo de qualidade que ajudasse os professores no desenvolvimento da grade curricular. Desde então, os alunos do projeto Jovem Crescer – que abarca o contraturno para alunos de 8º e 9º ano – passaram a ter acesso à plataforma. “O que mais me encantou no Guten News foi a qualidade do trabalho, a curadoria de todo o processo, a clareza com que eles são postos para os alunos e a separação por faixa etária”, explica Glorialuz de Oliveira Barros Lanz, coordenadora geral do projeto Jovem Crescer.

Já para a professora Taila, de Língua Portuguesa, além do conteúdo a linguagem é um fator essencial: “o que eu encontrei como principal vantagem foi a acessibilidade da linguagem para os alunos e os assuntos, que também são interessantes para eles”. Ela destaca ainda que a possibilidade de verificar exatamente qual é o desempenho de cada aluno deles por meio dos relatórios oferecidos na ferramenta é um grande facilitador. “E também, o fato de eles também estarem fazendo atividades lá na plataforma, a gente consegue ter muitos elementos de quem está fazendo, de quem não está fazendo. Isso tudo também ajudou”.

A metodologia proposta pela Guten também foi um fator determinante para que a Crescer Sempre adotasse a plataforma. “Outra coisa que eu acho que é um diferencial, é trabalhar habilidades e competências, que é um trabalho que a gente está fazendo aqui, formando os professores, nós temos professores com uma ótima formação acadêmica, mas você precisa de uma formação específica para que eles entendam como é pensar a partir de habilidades e competências e não pensar em conteúdo e só depois buscar que habilidades e competências têm naquele conteúdo”, conta a coordenadora. “É fazer essa inversão de prática, que é bem difícil, com essas equipes. E o Guten News trabalha dessa forma, então foi um casamento muito bom”.

Segundo ela, a receptividade por parte dos educadores é positiva, especialmente após o processo de formação em conjunto com a equipe da Guten: “os professores amaram. Mas eles também adoraram porque esses já tinham uma formação e entenderam perfeitamente a proposta, ficaram encantados também com a qualidade dos textos”.

 

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