LeituraVamos falar sobre magia?

24 de novembro de 2016

Quantas vezes entramos em um livro e nos permitimos vivenciar a sua magia? Nos desligarmos um pouco do corre-corre diário e nos entregamos aos conflitos, as felicidades e as angústias de seus personagens? E mais do que isso, quantas vezes trazemos essa mágica para a nossa vida? Muito tem-se discutido sobre como a leitura obrigatória...

Quantas vezes entramos em um livro e nos permitimos vivenciar a sua magia? Nos desligarmos um pouco do corre-corre diário e nos entregamos aos conflitos, as felicidades e as angústias de seus personagens? E mais do que isso, quantas vezes trazemos essa mágica para a nossa vida?

Muito tem-se discutido sobre como a leitura obrigatória afasta as crianças de se apaixonarem pelos livros e como isso afeta cada pessoa ao longo de sua vida. Um hábito construído na infância é muito mais fácil de ser trabalhado e os benefícios são inúmeros para a construção de um pensamento crítico dentro da nossa sociedade.

A magia morre em pequenas atitudes

Ler para decorar e ir bem em uma prova, tirar xerox de capítulos separados sem enfatizar a importância da obra como um todo, exigir a leitura de clássicos (imperdíveis) quando a turma ainda não está preparada ou até mesmo se ver obrigado a dedicar um tempo para a leitura de um livro que não interessa em nenhum aspecto, ler apenas para cumprir exigências da escola. Essas são ações que caíram na rotina tanto de alunos quanto de escolas e professores e que criam um abismo entre leitura dinâmica e a leitura efetiva.

A leitura dinâmica é feita com o correr dos olhos, com o objetivo de captar as ideias centrais com palavras-chaves e frases de impacto. É aquela leitura em que não nos incomodamos de pular algumas frases longas uma vez que já entendemos o contexto. Com uma leitura dinâmica podemos até concluir um trabalho com aquele livro, mas pode ter certeza que ele não terminou seu trabalho em nós.

A importância da leitura efetiva

Quando usamos a leitura efetiva estamos nos entregando ao universo da obra. Uma leitura que tira o sono e que a gente quer ter o livro sempre perto para ler em qualquer brecha do dia. O dilema de ler tudo em uma noite ou de guardar para durar mais. A sensação de ler algo que foi escrito para um certo momento de vida, uma mensagem ou até uma identificação com os questionamentos. Essa leitura que agita, que faz pensar e que nos tira da zona de conforto é a leitura efetiva.

O melhor benefício da leitura efetiva é o poder de propagação, é o poder de sair do universo literário e causar algum efeito de fato em nosso comportamento real. Quando lemos um livro que nos abraça queremos sair indicando para todo mundo. Ou então quando percebemos que um amigo tem o mesmo gosto literário, a gente indica. Ou até alguém desabafa algum conflito pessoal que a resposta está naquelas páginas, a gente indica de novo.

E a indicação constante de livros passa a fazer parte da nossa rotina e a magia também. Afinal, não existe nada mais contagiante do que a magia de um livro. Acredite!

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