LeituraEspecial Dia do Índio

5 de abril de 2017

Foi o ex-presidente Getúlio Vargas que, em 1943, assinou um decreto tornando 19 de abril o Dia do Índio. Desde então, a data é usada não apenas para homenagear, mas também para dar voz aos povos nativos brasileiros, que ainda lutam para terem seus direitos assegurados. Para fazer parte desse importante debate, a equipe Guten...

Foi o ex-presidente Getúlio Vargas que, em 1943, assinou um decreto tornando 19 de abril o Dia do Índio. Desde então, a data é usada não apenas para homenagear, mas também para dar voz aos povos nativos brasileiros, que ainda lutam para terem seus direitos assegurados. Para fazer parte desse importante debate, a equipe Guten News produziu uma edição especial sobre indígenas. O grande destaque é a entrevista com Daniel Munduruku, que deixou sua aldeia no Pará para estudar educação, literatura e antropologia em São Paulo. Hoje, Daniel é um pensador capaz de debater as causas indígenas a partir de conceitos acadêmicos e de suas experiências junto a tribos de várias partes do país. É um indígena falando sobre os indígenas. Uma voz que merece e precisa ser ouvida com atenção.

Como parte do esforço em dar voz aos indígenas, também conversamos com a turma do Brô MC’s, o primeiro grupo de rap do Brasil cujos integrantes vivem em tribos. Os jovens fazem rimas sobre a realidade de suas aldeias misturando português e guarani (língua indígena). O objetivo é quebrar preconceitos, combater estereótipos e chamar atenção para ameaças contra os nativos brasileiros. A reportagem ainda traz trecho de uma música em guarani com tradução para o português.

A edição especial de Dia do Índio também fala sobre a interferência de povos nativos na Floresta Amazônica. Segundo estudo de uma bióloga brasileira, várias espécies de árvores úteis aos seres humanos — pelas frutas ou pela madeira — são abundantes na Amazônia graças a indígenas que cultivaram com inteligência essas espécies ao longo de milhares de anos, criando imensos pomares em diversas regiões da mata. Segundo a estudiosa, foram os povos da floresta que multiplicaram o número de seringueiras, castanheira, açaizeiros e cacaueiros. Tudo isso, é claro, muito antes da chegada dos primeiros exploradores vindos de outros continentes.

Outro texto fala sobre os povos indígenas isolados, grupos nativos que vivem na mata amazônica e não têm relações com outras comunidades, sejam elas indígenas ou não. Segundo dados da Fundação Nacional do Índio, a Funai, mais de 100 tribos isoladas já foram registradas, embora apenas 26 de maneira confirmada, com expedições ou sobrevoo de aeronaves.

Para fechar a edição, oferecemos ao leitor uma arte com dezenas de dados sobre os indígenas brasileiros: população, número de tribos, línguas, territórios, registros de violências e outras informações que ajudam a montar um panorama sobre os nativos brasileiros.

Boa leitura!

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