LeituraDas tabuletas de argila ao tablet: As aventuras e a evolução do livro

8 de junho de 2017

  Atualmente, conseguimos carregar uma biblioteca em nossos celulares, tablets, kindles, computadores e, em poucos cliques, temos aquele livro que será nosso companheiro de aventuras, sorrisos, choros e todas as emoções que só ele é capaz de proporcionar. Fácil, rápido e eficaz. Mas nem sempre foi assim. Os primeiros livros confeccionados pelo Homem não eram...

 

Atualmente, conseguimos carregar uma biblioteca em nossos celulares, tablets, kindles, computadores e, em poucos cliques, temos aquele livro que será nosso companheiro de aventuras, sorrisos, choros e todas as emoções que só ele é capaz de proporcionar. Fácil, rápido e eficaz. Mas nem sempre foi assim.

Os primeiros livros confeccionados pelo Homem não eram em nada parecidos com nossos equipamentos tecnológicos. Eles eram feitos de tabuletas de argila e ali eram registradas as informações referentes à administração, economia, cultura e crenças das cidades. Além  das tabuletas de argila também podemos citar o papiro e o pergaminho como importantes suportes informacionais.

O papiro  é uma espécie de planta que nasce ao redor de rios e era muito comum no Egito antigo. As folhas desse vegetal eram unidas uma às outras e formavam rolos. Com uma grande procura por esse material, ele foi se tornando cada vez mais escasso e substituído pelo pergaminho.

O pergaminho, diferente do papiro, era um material proveniente do reino animal, sua matéria prima era o couro de diversos animais, sendo eles:  carneiros, cabritos e peixes oleaginosos. A escolha do pergaminho para a confecção de livros possui uma essência cristã,  e os mosteiros eram os principais  responsáveis  por sua produção até o século XII. Uma interessante curiosidade é que durante a Idade Média, especialmente nos séculos VIII ao X, o pergaminho sofreu uma escassez e, por essa razão, eram apagados e reutilizados para novas cópias de obras.

Agora, imagine aquele livro maravilhoso que você leu ter quer ser apagado para que outro possa ser escrito? Essa era a realidade vivida durante este período. E, nesse processo, muitas obras e  memórias de gerações foram perdidas.Quando o papel surgiu como uma alternativa de suporte informacional, muitos pergaminhos foram preservados.

Observamos que até chegar aos dias atuais o nosso livro passou por diversos processos que se relacionam a época da história em que eles foram produzidos e pensados. Imaginar que a leitura durante muitos anos era feita necessariamente em voz alta e que a alfabetização e o acesso a leitura era exclusivo de monges e de membros da Igreja é imprescindível para que consigamos entender a evolução do suporte e as suas consequências históricas.

Se antes os pergaminhos eram quase exclusividade dos mosteiros, hoje observamos a informação ser disseminada de forma muito mais rápida e eficaz.

Gostou do texto? Se quiser saber mais sobre este assunto, indicamos a leitura do livro “História do Livro”, de Ruth Rocha e o filme “O nome da Rosa”.

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