EducaçãoTecnologia e Educação: a história de Kauã e Nathane

22 de novembro de 2017

Os desafios de proporcionar acessibilidade no âmbito da Educação são grandes, mas às vezes pequenas atitudes são capazes de gerar um impacto significativo. Foi o que aconteceu com a professora Nathane de Castro e o aluno Kauã Gomes, da EMEF Professora Ester Cordeiro de Souza, em Taboão da Serra -SP. Kauã, de 11 anos, é...

Os desafios de proporcionar acessibilidade no âmbito da Educação são grandes, mas às vezes pequenas atitudes são capazes de gerar um impacto significativo. Foi o que aconteceu com a professora Nathane de Castro e o aluno Kauã Gomes, da EMEF Professora Ester Cordeiro de Souza, em Taboão da Serra -SP.

Kauã, de 11 anos, é aluno do 5º ano do Ensino Fundamental I e possui deficiência visual, o que torna especial sua relação com a leitura e os livros. Com a notícia de que a Árvore de Livros entraria em sua escola e ao perceber a demanda do aluno, a Orientadora Educacional de Informática buscou uma solução que facilitasse o acesso de Kauã, potencializando o impacto da Árvore.

Foi na tecnologia que Nathane encontrou a melhor saída, instalando um plug-in que realiza a autodescrição de textos que estão na plataforma da Árvore de Livros. O TextAloud faz uma leitura automática, basta copiar e colar as palavras desejadas. Leia abaixo a entrevista que fizemos com os dois para conhecer melhor essa história.

Árvore de Livros: Como surgiu a ideia do plugin que ajudou o aluno Kauã?

Nathane de Castro: Quando soubemos que a EMEF Professora Ester Cordeiro de Souza fora selecionada para ter acesso a Árvore de Livros, a diretora Elisangela Ximenes, solicitou que fosse realizada uma aula teste, para entender como seria a utilização da plataforma. Para esta aula, foi escolhida a turma do Kauã – o 5º ano D.

Ao cadastrar os logins e senhas dos alunos me peguei pensando em como o Kauã poderia participar do projeto, sabendo que ele é deficiente visual mas também que essa questão nunca foi um obstáculo para acompanhar as aulas e ser um excelente aluno. Para que ele tivesse autonomia no acesso à plataforma comecei a pesquisar softwares e plug-ins que pudessem auxiliá-lo.

Desde que iniciei os trabalhos aqui na unidade escolar, utilizava outro plug-in nas aulas com o Kauã, contudo como ele não realizava a leitura de imagens foi preciso procurar outro que o fizesse, e assim achei o TextAloud. Instalei e testei com o login dele se seria usual. Deu certo e desde a aula teste o Kauã acompanha as leituras através do plugin.

AL – Como você avalia o desempenho da leitura do Kauã antes e depois do uso da Árvore junto do plug-in?

NC – Desde o primeiro acesso do Kauã à plataforma foi utilizado o plugin, então o desempenho dele tem sido considerável, ele acompanha as mesmas leituras indicadas pela professora juntamente com os colegas da classe.

AL: Como você avalia o impacto da Árvore de Livros em seus alunos?

NC: O projeto foi bem recebido por todos, houve toda uma preocupação pela parte da diretora da escola e toda a equipe gestora de como faríamos para implantar o projeto da melhor forma possível, se teríamos estrutura, como funcionariam os acessos, como seria trabalhado o projeto e os títulos no âmbito pedagógico. Para os alunos foi uma grata novidade, muitos não conheciam livros digitais, muitos deles só fazem a leitura na escola por não terem acesso à internet, o que o deixa entusiasmados em realizar as leituras ora indicadas e com atividades, ora títulos que eles acham mais interessantes. O impacto vem sendo bem positivo, pois estamos conseguindo trazer a leitura de forma diferenciada, buscando principalmente torná-la cotidiana, fazendo uma relação com os conhecimentos prévios dos alunos, realizando leituras compartilhadas, reflexões, opiniões do que eles acharam dos livros e das histórias, buscando enriquecer o vocabulário, onde eles pesquisam alguma palavra nova, enfim, estamos trabalhando para transformar os alunos em bons leitores

AL: Como é a sua relação com a tecnologia em geral? E tecnologias ligadas à educação?

“E desde o início em salas de aulas, sempre busquei unir a tecnologia e educação, principalmente por lidar com uma geração tecnológica.”

NC: Eu sou apaixonada por tecnologias, meu começo profissional foi na área de TI, trabalhava com implantação de sistemas e gerenciamento de projetos. Entrei na área educacional através de um projeto de inclusão digital, me apaixonei por lecionar e resolvi seguir pelo caminho da educação. E desde o início em salas de aulas, sempre busquei unir a tecnologia e educação, principalmente por lidar com uma geração tecnológica. Quando iniciei aqui na EMEF Professora Ester Cordeiro de Souza, onde meu trabalho é exatamente trazer a informática educacional para o cotidiano dos alunos, unindo as práticas pedagógicas e o uso das tecnologias, foi que consegui reinventar e aprimorar minhas ações. Procuro sempre me atualizar, com cursos e ferramentas que possam trazer melhorias para a aula, planejo e aplico, assim consigo avaliar se esse recurso que tentei é pertinente.

Fazemos parceria com os professores de sala e trabalhamos os projetos da Unidade Escolar no laboratório de informática, os resultados vêm sendo muito positivos, pois os alunos têm a autonomia de criar, sejam textos, desenhos, pesquisas e agora acesso aos livros digitais através da plataforma.

AL: Você considera que a Árvore de Livros aumentou o interesse pela leitura em seus alunos?

NC: Aqui na escola já havia um projeto de leitura bem estruturado, onde todos os alunos tem aulas semanais de leitura direcionadas na biblioteca. O projeto árvore de livros veio para somar e incentivar mais ainda o acesso à leitura de uma forma diferenciada, trazendo muitos títulos digitalmente, propiciando um ambiente novo para a leitura de muitos dos nossos alunos que até então, não tinham tido acesso à livros digitais, aumentando o interesse de realizar as leituras e acompanhar o desempenho deles na “Liga da Árvore”.

 

Kauã digita suas respostas para essa entrevista que você confere abaixo

AL: Como era a sua relação com a leitura antes da Árvore de Livros? E depois?

Kauã Gomes: Eu leio meus textos e minhas revistas em braile e depois da Árvore de Livros também meio com o auxílio do plugin

AL: Você acha que seus colegas tiveram mais interesse por livros depois da Árvore?

KG: Acho que sim, todos gostaram.

AL: Qual livro você leu na Árvore e mais gostou? Por que?

KG: O livro que mais gostei foi “O Amanhecer Esmeralda”, do Ferréz. Fiz um relato dessa história em braile, pois adorei esse livro. Achei a história muito interessante porque a Manhã, personagem principal, tem uma história de superação.

AL: Que recado você mandaria para outras pessoas com deficiência visual que também gostam de ler?

KG: Façam sempre uma boa leitura em braile ou usando aplicativos de voz e se divirtam!

Gostou dessa história? Comente o que achou e compartilhe com os amigos!

EducaçãoTecnologia e Educação: a história de Kauã e Nathane

22 de novembro de 2017

Os desafios de proporcionar acessibilidade no âmbito da Educação são grandes, mas às vezes pequenas atitudes são capazes de gerar um impacto significativo. Foi o que aconteceu com a professora Nathane de Castro e o aluno Kauã Gomes, da EMEF Professora Ester Cordeiro de Souza, em Taboão da Serra -SP. Kauã, de 11 anos, é...

Os desafios de proporcionar acessibilidade no âmbito da Educação são grandes, mas às vezes pequenas atitudes são capazes de gerar um impacto significativo. Foi o que aconteceu com a professora Nathane de Castro e o aluno Kauã Gomes, da EMEF Professora Ester Cordeiro de Souza, em Taboão da Serra -SP.

Kauã, de 11 anos, é aluno do 5º ano do Ensino Fundamental I e possui deficiência visual, o que torna especial sua relação com a leitura e os livros. Com a notícia de que a Árvore de Livros entraria em sua escola e ao perceber a demanda do aluno, a Orientadora Educacional de Informática buscou uma solução que facilitasse o acesso de Kauã, potencializando o impacto da Árvore.

Foi na tecnologia que Nathane encontrou a melhor saída, instalando um plug-in que realiza a autodescrição de textos que estão na plataforma da Árvore de Livros. O TextAloud faz uma leitura automática, basta copiar e colar as palavras desejadas. Leia abaixo a entrevista que fizemos com os dois para conhecer melhor essa história.

Árvore de Livros: Como surgiu a ideia do plugin que ajudou o aluno Kauã?

Nathane de Castro: Quando soubemos que a EMEF Professora Ester Cordeiro de Souza fora selecionada para ter acesso a Árvore de Livros, a diretora Elisangela Ximenes, solicitou que fosse realizada uma aula teste, para entender como seria a utilização da plataforma. Para esta aula, foi escolhida a turma do Kauã – o 5º ano D.

Ao cadastrar os logins e senhas dos alunos me peguei pensando em como o Kauã poderia participar do projeto, sabendo que ele é deficiente visual mas também que essa questão nunca foi um obstáculo para acompanhar as aulas e ser um excelente aluno. Para que ele tivesse autonomia no acesso à plataforma comecei a pesquisar softwares e plug-ins que pudessem auxiliá-lo.

Desde que iniciei os trabalhos aqui na unidade escolar, utilizava outro plug-in nas aulas com o Kauã, contudo como ele não realizava a leitura de imagens foi preciso procurar outro que o fizesse, e assim achei o TextAloud. Instalei e testei com o login dele se seria usual. Deu certo e desde a aula teste o Kauã acompanha as leituras através do plugin.

AL – Como você avalia o desempenho da leitura do Kauã antes e depois do uso da Árvore junto do plug-in?

NC – Desde o primeiro acesso do Kauã à plataforma foi utilizado o plugin, então o desempenho dele tem sido considerável, ele acompanha as mesmas leituras indicadas pela professora juntamente com os colegas da classe.

AL: Como você avalia o impacto da Árvore de Livros em seus alunos?

NC: O projeto foi bem recebido por todos, houve toda uma preocupação pela parte da diretora da escola e toda a equipe gestora de como faríamos para implantar o projeto da melhor forma possível, se teríamos estrutura, como funcionariam os acessos, como seria trabalhado o projeto e os títulos no âmbito pedagógico. Para os alunos foi uma grata novidade, muitos não conheciam livros digitais, muitos deles só fazem a leitura na escola por não terem acesso à internet, o que o deixa entusiasmados em realizar as leituras ora indicadas e com atividades, ora títulos que eles acham mais interessantes. O impacto vem sendo bem positivo, pois estamos conseguindo trazer a leitura de forma diferenciada, buscando principalmente torná-la cotidiana, fazendo uma relação com os conhecimentos prévios dos alunos, realizando leituras compartilhadas, reflexões, opiniões do que eles acharam dos livros e das histórias, buscando enriquecer o vocabulário, onde eles pesquisam alguma palavra nova, enfim, estamos trabalhando para transformar os alunos em bons leitores

AL: Como é a sua relação com a tecnologia em geral? E tecnologias ligadas à educação?

“E desde o início em salas de aulas, sempre busquei unir a tecnologia e educação, principalmente por lidar com uma geração tecnológica.”

NC: Eu sou apaixonada por tecnologias, meu começo profissional foi na área de TI, trabalhava com implantação de sistemas e gerenciamento de projetos. Entrei na área educacional através de um projeto de inclusão digital, me apaixonei por lecionar e resolvi seguir pelo caminho da educação. E desde o início em salas de aulas, sempre busquei unir a tecnologia e educação, principalmente por lidar com uma geração tecnológica. Quando iniciei aqui na EMEF Professora Ester Cordeiro de Souza, onde meu trabalho é exatamente trazer a informática educacional para o cotidiano dos alunos, unindo as práticas pedagógicas e o uso das tecnologias, foi que consegui reinventar e aprimorar minhas ações. Procuro sempre me atualizar, com cursos e ferramentas que possam trazer melhorias para a aula, planejo e aplico, assim consigo avaliar se esse recurso que tentei é pertinente.

Fazemos parceria com os professores de sala e trabalhamos os projetos da Unidade Escolar no laboratório de informática, os resultados vêm sendo muito positivos, pois os alunos têm a autonomia de criar, sejam textos, desenhos, pesquisas e agora acesso aos livros digitais através da plataforma.

AL: Você considera que a Árvore de Livros aumentou o interesse pela leitura em seus alunos?

NC: Aqui na escola já havia um projeto de leitura bem estruturado, onde todos os alunos tem aulas semanais de leitura direcionadas na biblioteca. O projeto árvore de livros veio para somar e incentivar mais ainda o acesso à leitura de uma forma diferenciada, trazendo muitos títulos digitalmente, propiciando um ambiente novo para a leitura de muitos dos nossos alunos que até então, não tinham tido acesso à livros digitais, aumentando o interesse de realizar as leituras e acompanhar o desempenho deles na “Liga da Árvore”.

 

Kauã digita suas respostas para essa entrevista que você confere abaixo

AL: Como era a sua relação com a leitura antes da Árvore de Livros? E depois?

Kauã Gomes: Eu leio meus textos e minhas revistas em braile e depois da Árvore de Livros também meio com o auxílio do plugin

AL: Você acha que seus colegas tiveram mais interesse por livros depois da Árvore?

KG: Acho que sim, todos gostaram.

AL: Qual livro você leu na Árvore e mais gostou? Por que?

KG: O livro que mais gostei foi “O Amanhecer Esmeralda”, do Ferréz. Fiz um relato dessa história em braile, pois adorei esse livro. Achei a história muito interessante porque a Manhã, personagem principal, tem uma história de superação.

AL: Que recado você mandaria para outras pessoas com deficiência visual que também gostam de ler?

KG: Façam sempre uma boa leitura em braile ou usando aplicativos de voz e se divirtam!

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