EducaçãoGamificação na educação: como usar para engajar seus alunos?

8 de maio de 2018

Ser desafiado é algo natural em todas as idades, inclusive para o público infantojuvenil. Tendo em vista que os jogos propõem desafios que instigam e geram dificuldade, interatividade e engajamento, eles despertam o interesse dos indivíduos nessa faixa etária. Esses são os atributos dos quais a gamificação na educação inicialmente lança mão para atrair a...

Ser desafiado é algo natural em todas as idades, inclusive para o público infantojuvenil. Tendo em vista que os jogos propõem desafios que instigam e geram dificuldade, interatividade e engajamento, eles despertam o interesse dos indivíduos nessa faixa etária.

Esses são os atributos dos quais a gamificação na educação inicialmente lança mão para atrair a atenção dos estudantes para as atividades escolares e possibilitar que desenvolvam formas mais criativas e inovadoras de solucionar os problemas a eles apresentados. Portanto, esse recurso didático pode ser usado de forma estratégica nas escolas, aliado ao projeto pedagógico, para alcançar resultados de excelência.

A adoção desse recurso na escola não significa, no entanto, somente inserir jogos ou brincadeiras em sala de aula. A ideia principal é utilizar alguns recursos, como storytelling, dinâmicas grupais, ciclos rápidos de feedback, de forma a fomentar o conhecimento e o envolvimento dos alunos na construção colaborativa do conhecimento. Para saber mais sobre essa estratégia de aprendizagem, continue a leitura do post!

O que é a gamificação na educação?

A gamificação é um recurso didático que traz conceitos do âmbito dos jogos para o processo ensino-aprendizagem, com o objetivo de encorajar a realização de desafios ou tarefas. Entre os componentes aplicados, estão a cooperação, a competição, a entrega de prêmios e a superação de etapas, por exemplo.

E uma das estratégias possíveis é submergir na situação do que se aprende, pois assim o assunto transforma-se em uma experiência que tem mais chances de ser lembrada. Assim, a estratégia didática que utiliza os games promove engajamento no processo de construção de conceitos. Bom exemplo disso é o projeto “Livro e Game”, em que clássicos da Literatura brasileira, como Dom Casmurro, de Machado de Assis, viraram jogos nos quais é possível interagir e transformar a história, além de ler o texto original para aprender mais sobre o autor e a época.

Dessa maneira deixamos uma visão de um aluno que aprende de modo passivo e um professor detentor único do conhecimento na sala de aula, e mudamos para outra, na qual o aluno é ativo e o professor é o facilitador na metodologia de aprendizagem.

Como essa tendência chegou ao cenário da educação?

Por suas próprias características, essa tendência mostrou-se como uma nova possibilidade muito natural para o ambiente escolar. Além de atrair a atenção do aluno mediante a utilização de atributos próprios dos jogos, a gamificação é relevante para a educação também por se adequar ao momento digital, que facilitou sua introdução nas instituições educacionais.

Em um ambiente tão concorrido pelas vias tecnológicas digitais, com dispositivos cada vez menores e mais conectados, ofertas bem-sucedidas em atrair a simpatia dos estudantes são bem-vindas na sala de aula.

Como essa prática pode ser adotada por meio de uma plataforma?

Existem, na atualidade, várias plataformas tecnológicas capacitadas para fornecer estratégias aplicadas a dinâmicas e até mesmo à temática, de acordo com as disciplinas ensinadas. Assim, para escolher uma plataforma mais adequada, é relevante que a instituição de ensino busque uma tecnologia digital que possibilite interatividade alinhada com o perfil dos seus alunos e com os resultados que deseja atingir.

O professor escolhe os jogos de acordo com os objetivos de ensino e aprendizagem presentes em seu planejamento escolar. Com essas informações, ele define o objetivo a ser atingido. Os jogos permitem ainda calcular a evolução das habilidades sempre em consonância com as metas da instituição.

Se todas as necessidades forem atendidas e estiverem alinhadas com o que a instituição deseja para seus alunos, ela pode investir mais na plataforma e trabalhar para obter os resultados esperados.

Quais são os recursos mais utilizados nessa prática?

A gamificação integra os elementos dos jogos — como competitividade, sociabilidade, níveis crescentes de dificuldades e conquistas — ao currículo. A meta é gerar uma motivação diferente, que possibilite o aprendizado por meio das interações promovidas pelo recurso de gamificação, sem divisão entre prática e teoria. Esse objetivo só é atingido por serem proporcionados aos alunos os seguintes elementos:

Contato maior com a tecnologia

Se, antes, a base da técnica em sala de aula vinha da configuração da informação, atualmente, em virtude da disseminação de programas interativos e da popularização de computadores e tablets, a tecnologia digital aplicada ao ensino demanda um recurso didático de aprendizagem que se adapte ao desenvolvimento dos alunos.

Assim, é preciso conhecer as ferramentas digitais do ensino a fim de implementar as mudanças necessárias para melhorar a aprendizagem, adequando-se às necessidades e aos interesses dos estudantes.

Notebooks, tablets e smartphones estão presentes em quase todas as residências no Brasil atualmente, sendo o seu uso um hábito rotineiro de crianças e adolescentes. Dessa forma, esses instrumentos digitais não são mais vistos como dispositivos utilizados apenas para fins de diversão, mas também como um meio primordial para os estudos.

Então, educadores precisam tornar a sala de aula mais atrativa e integrada aos hábitos preexistentes e ao uso que os estudantes já fazem dos dispositivos tecnológicos.

Estímulo para alcançar objetivos

Dinâmicas que contam com o trabalho em equipe e games eletrônicos atraem os estudantes, possibilitando-os a desenvolverem diversas aptidões, inclusive as socioemocionais. Além da disposição em equipe, do raciocínio lógico, da competitividade e também da multidisciplinaridade, o jogador precisa manter-se concentrado durante todo o jogo. Assim, em uma partida, o aluno é exposto todo o tempo à aplicação do conhecimento que recebeu, num teste que conecta prática e teoria.

A possibilidade de perder, continuar esforçando-se e, por fim, ser vitorioso no jogo tende a desenvolver a persistência do aluno. Esse estímulo de prosseguir procurando a vitória é uma maneira de capacitar o estudante para enfrentar os desafios que ele vai encontrar no mundo real.

Ademais, o raciocínio também se desenvolve por meio do método de observação, tentativa e erro. Nessa estratégia, os alunos podem aprender com as dificuldades e desafios, sendo induzidos a tentar de novo, o que desenvolve a perseverança essencial para conquistar ótimos resultados nas disciplinas.

Presença de elementos de engajamento

A experiência do jogo não pode se desprender da sua finalidade de ensinar, assim, é importante a presença de elementos de engajamento que vão manter o aluno conectado à plataforma, aprendendo enquanto joga.

O próprio jogo já é rico em elementos que engajam o usuário, como as conquistas, que farão o aluno se empenhar para avançar cada vez mais, a possibilidade de ajudar outros players e, claro, alcançar, por fim, a vitória.

As instituições de ensino devem, então, investir em plataformas, com métodos de ensino fundamentados em ambientes virtuais e inovação tecnológica.

Os maiores benefícios da gamificação são a construção de conceitos que se dá pela diversão, a apresentação de narrativas envolventes, a facilidade em construir significados por meio de conteúdos, o desenvolvimento de diálogos e o enfrentamento de desafios e aventuras, que acabam impactando efetivamente na melhora do desempenho na educação.

Uma vez que a tecnologia digital possibilita o acesso às informações e ao conhecimento por meio de vias mais eficazes, as instituições de ensino devem trazer cada vez mais os meios tecnológicos para seu meio, a fim de melhorar o desempenho dos alunos em sala. Dessa forma, é preciso entender a gamificação na educação como uma grande aliada para o sucesso do ensino.

Gostou do post? Então aprofunde-se mais e entenda a relação entre games e aprendizado sob a perspectiva da neurociência. É uma ótima leitura!

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