EducaçãoCrônica em pauta

13 de abril de 2018

No mês de março, os alunos do 5º ano do colégio Liceu Jardim, em Santo André (SP), receberam a visita de Nathalie Lourenço, a cronista do Guten News. Além de comentar as produções publicadas quinzenalmente na plataforma, Nathalie debateu conceitos do gênero crônica que foram ao encontro do que está sendo estudado nas disciplinas de...

No mês de março, os alunos do 5º ano do colégio Liceu Jardim, em Santo André (SP), receberam a visita de Nathalie Lourenço, a cronista do Guten News. Além de comentar as produções publicadas quinzenalmente na plataforma, Nathalie debateu conceitos do gênero crônica que foram ao encontro do que está sendo estudado nas disciplinas de Língua Portuguesa e Redação. Entre as professoras que acompanharam o evento, estavam Fátima Eliana Pozzi e Débora Lima de Moraes, ambas lecionam Língua Portuguesa/Redação e História. Elas souberam que a plataforma passaria a publicar crônicas no início do ano, durante uma formação com a equipe da Guten.

“Na hora, eu já pensei ‘minhas aulas de redação! Nas aulas de redação vai encaixar direitinho’”, conta Fátima. “Nós estudamos quais as características da crônica, começamos a falar um pouquinho quais os tipos de texto que tem, lemos alguns, trouxemos alguns autores para eles que eles já conhecem para aproximar um pouquinho da realidade…”, explica.

Ao longo do primeiro trimestre, uma das principais crônicas do Guten News que elas usaram foi a “Infame redação ‘minhas férias’”, que fala sobre os dilemas dos alunos ao redigir um texto no início do ano letivo. “Ao lerem, morreram de rir, pela questão dos nomes, de como a gente faz (‘enrolação’, ‘encher linguiça’, essas coisas…), eles amaram. E aí, a gente foi fazendo as perguntinhas”, conta Débora. Um fator que chamou a atenção das educadoras foi a linguagem adequada ao público: “eu gostei muito dos textos que tem no Guten, eu acho que vão bem ao encontro da série que nós trabalhamos, com a realidade deles, a linguagem que é proposta… Às vezes, a gente pega alguns textos de crônica que são muito formais ou que não se adequam à essa faixa etária. Então, achei que ela conseguiu ali envolver as crianças”, diz Débora.

 

Tudo planejado

Na rotina escolar, as professoras do Liceu Jardim fazem o planejamento das aulas e depois buscam na plataforma textos que se adequem às propostas. Elas não têm uma frequência obrigatória para o uso do Guten News em sala, porém, tentam utilizar a ferramenta sempre que possível. “Quanto mais eu fizer, eu sei que mais as crianças saem ganhando. Então, eu estou sempre buscando uma edição que tenha a ver com o meu conteúdo para que eu possa utilizar o máximo possível”, relata.

Fátima e Débora também monitoram os acessos dos alunos por meio da plataforma em várias das atividades propostas: “eu consigo avaliar naquela turma, como está o grau de leitura deles, por exemplo. Uma coisa que eu não conseguiria se eu desse em um caderno, se eu desse para fazer em casa”, explica Fátima. “Sem ele [relatório], eu não poderia dizer quantas crianças teriam lido e realmente feito sozinhas ou não”. Ela também fala do aumento de engajamento dos alunos à medida que eles sabem que existem relatórios que mostram o desempenho deles: “Quando eles percebem que nós temos esse acesso, eles ficam mais atentos para cumprir todos os passos até o final”.

 

 

Leitura transforma

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