EducaçãoS.O.S. BNCC: a nova base está aí… E agora?

1 de outubro de 2018

A BNCC tem chamado a atenção de educadores pela sua complexidade. Só no componente de Língua Portuguesa, por exemplo, foram estabelecidos mais de 300 códigos para o professor avaliar as habilidades dos estudantes. Inicialmente, esse número parece assustador, mas não se preocupe! Se você tem dúvidas sobre como trabalhar esse componente da área de Linguagens...

A BNCC tem chamado a atenção de educadores pela sua complexidade. Só no componente de Língua Portuguesa, por exemplo, foram estabelecidos mais de 300 códigos para o professor avaliar as habilidades dos estudantes. Inicialmente, esse número parece assustador, mas não se preocupe! Se você tem dúvidas sobre como trabalhar esse componente da área de Linguagens de acordo com as propostas da Base Nacional Comum Curricular, saiba que a Guten já está preparada para te ajudar nessa empreitada.

Para entender como podemos fazer isso, você precisa saber que a nossa solução digital contempla – entre muitos outros recursos – conteúdo jornalístico e atividades gamificadas para os alunos, além de relatórios com que mostram o desempenho em leitura para as escolas. As atividades têm o intuito de analisar o entendimento dos textos jornalísticos e, atualmente, são parametrizadas pelos 21 descritores do INEP. No entanto, em 2019, utilizaremos também os códigos estabelecidos pela BNCC.

Conversamos com a nossa gestora pedagógica, Leticia Reina, para saber mais detalhes e mostrar para você como podemos tornar o seu trabalho mais simples e prático no próximo ano. Confira:

O conteúdo do Guten News vai mudar para se alinhar à base?
Não, porque o trabalho que a gente faz já está alinhado à concepção teórica que a base propõe. A concepção teórica que a base defende é essa: que você trabalhe a Gramática a serviço da interpretação do texto e que você trabalhe ao longo da escolaridade as competências que vão ficando cada vez mais complexas.  A gente já trabalha, por meio da competência e usando o texto como unidade de ensino para a compreensão do papel do pronome (por exemplo), texto como unidade de ensino para analisar uma temática mais profunda, unidade de ensino para compreensão do gênero… A gente faz as questões pensando nas competências que a gente quer que o aluno desenvolva. Então, para o aluno, por exemplo, não vai mudar nada.

Então, será necessária apenas uma adaptação na área destinada a educadores?
Exatamente. O que a gente vai adaptar são os novos códigos. Então, além dos descritores que a gente usa hoje – como D1, D2, D3, D4… -, que estão de acordo com a tabela do INEP, a gente vai usar também o código proposto pela base. Nesse caso, por exemplo, se é uma competência referente ao Ensino Fundamental I, o código começa com EF1. Se for referente ao componente de Língua Portuguesa é acrescentado o LP. Em seguida vem o número da habilidade em si, por exemplo, habilidade 09, habilidade 12… A gente vai adaptar esses códigos para que os professores consigam localizar tudo.

Essa adaptação já está pronta?
A gente já está num processo de mudança desses códigos, dessas habilidades para que, em 2019, a gente ofereça um banco de atividades já com o novo código. Estamos adaptando o nosso sistema interno de tecnologia para isso. Paralelamente, está acontecendo um estudo interno com a equipe de conteúdo, para que a gente saiba como a pergunta que é elaborada hoje – identificada por um descritor atualmente – está descrita na base. Esse é um processo de estudo que estamos fazendo e estamos fazendo também um registro dessas discussões para que possamos apoiar o professor da melhor maneira possível.

Isso tudo será repassado para os educadores de que forma?
Primeiro, disponibilizando conteúdo sobre o assunto. Fizemos um artigo falando qual é a fundamentação teórica da base, como ela se organiza e mostrando alguns exemplos práticos. Tem uma série de vídeos também*. Além disso, hoje fazemos formações com professores e gestores parceiros para mostrar como explorar as 21 habilidades no Guten. A ideia é que a gente passe a falar das habilidades propostas pela base: “como que eu leio isso?”, “como isso vira uma atividade em sala de aula?”, “para que série eu devo aplicar determinada atividade?”… A gente pretende se aprofundar nisso durante as formações.

 Como você vê o impacto de todas essas mudanças?
O Inep tem 21 habilidades e a base tem mais de 300. Um descritor pode se subdividir em vários códigos e, às vezes, um código vai misturar descritores diferentes. Mas é claro que, conforme a gente vai estudando a base e se aprofundando nessas habilidades, as nossas intervenções vão ficando cada vez melhores. Porque a base ajuda a refletir sobre diferentes perguntas e diferentes abordagem, para ampliar o trabalho. Vai ajudar a melhorar, não tenha dúvida. É um documento que está aí, que está posto e a gente tem que usar. E a ideia é que a gente use a favor da melhoria das nossas intervenções.

 

Quer saber como trabalhamos e como podemos apoiar você nesse processo de implementação da BNCC? Clique aqui e marque um bate papo com nossos especialistas.


* Clique nos links a seguir e assista a série de vídeos sobre a BNCC:

Episódio 1: Concepção teórica da BNCC – no que se baseiam as mudanças da nova base

Episódio 2: Como é a estrutura da BNCC – como a nova base está organizada

Episódio 3: BNCC na prática – intervenções adequadas às exigências da nova base

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