EducaçãoComo alunos do SESI aprenderam a lidar com fake news

11 de junho de 2019

Veja como o SESI trabalhou com as turmas do 6º ano para combater as fake news, ou notícias falsas.

A escola SESI, do município de Aparecida do Taboado (Mato Grosso do Sul), promoveu uma oficina para o 6º ano, com o intuito de discutir a questão das chamadas fake news que circulam na internet. A oficina teve como objetivo debater o fenômeno das notícias falsas e, com isso, incentivar os alunos a desenvolverem o senso crítico, questionando informações disseminadas nas redes sociais antes de tomá-las como verdade e repassá-las para mais pessoas. Nesse processo, foram utilizadas as propostas da Árvore Atualidades (antigo Guten News). Descubra, neste artigo, como o trabalho foi realizado! 

O desafio de trabalhar com as fake news

Para dar início à proposta era necessário apresentar primeiro para a turma exemplos de notícias falsas. Assim, em seguida, os alunos aprenderam sobre as consequências que a disseminação desse tipo de conteúdo pode acarretar. Por fim, os estudantes descobriram formas de identificar esse tipo de material e maneiras de apurar a veracidade das informações que circulam pela internet. Além disso, era necessário conscientizar os estudantes quanto à responsabilidade social de não compartilhar conteúdo falso.

As oficinas, realizadas semanalmente pelos alunos da Escola SESI de Aparecida do Taboado, se mostraram fundamentais para o sucesso do combate às notícias falsas. Para a seleção do conteúdo, os próprios alunos sugeriram a questão da “Boneca Momo”. A personagem fictícia colocou pais em alerta e assustou crianças de todo o Brasil, pois, supostamente, apareceria em vídeos da plataforma YouTube Kids – voltada para crianças de até 13 anos e com restrições, em tese, mais rígidas do que as do YouTube tradicional. O caso ficou marcado como um fenômeno de fake news pois a aparição não foi comprovada, embora os rumores tenham sido difundidos em larga escala por outras redes sociais.

Trabalhar com um assunto familiar para os alunos foi essencial: “nós professores temos nossos alunos nas redes sociais, com isso percebemos o quanto eles compartilham notícias, informações sem verificar a veracidade do fato.”, afirma a professora Rosa Maria, de Língua Portuguesa, responsável pela oficina.

Leitura e tecnologia no combate das fake news

Rosa Maria explica como foi a dinâmica durante as aulas: “antes de acessarmos a plataforma da Árvore Atualidades, fizemos um levantamento de todas as histórias que havíamos ouvido sobre a Momo e mostrei aos alunos algumas fake news que eles julgavam verdadeiras. Após esse primeiro momento, os alunos, individualmente, fizeram pesquisas no computador e descobriram que as notícias que havíamos visto eram falsas e conseguiram verificar as fakes por trás da Momo”.

Depois das pesquisas iniciais, as aulas passaram a ser realizadas às quartas-feiras (dias reservados para a turma no laboratório), por três semanas. Nesse momento, as intervenções eram feitas com a Árvore Atualidades, seguindo as etapas propostas pela plataforma: primeiro as pré-leituras, seguidas da leitura do texto e da realização das atividades de pós-leitura.

“A pré-leitura foi mais fácil, visto que os alunos já haviam pesquisado sobre o tema então tinham um maior domínio sobre o que estava sendo pedido a eles”, conta a professora. “Durante a leitura, que fizemos de forma compartilhada, cada aluno leu um trecho da matéria para que pudéssemos discutir juntos a fim de facilitar a realização das pós-leitura”.

Foi solicitado que os alunos realizassem as atividades individualmente, sem trocar nenhuma informação com os colegas. “Com estas práticas ao longo das oficinas, no momento da abordagem da temática das fake news os alunos se mostraram capazes de reconhecer uma notícia falsa que circulou nas redes sociais, como a da Boneca Momo, e tomaram para si a responsabilidade de desmentir este conteúdo para os demais integrantes da comunidade escolar e familiar”, diz Rosa Maria.

“Outro desdobramento foi o compromisso de, por meio das práticas de checagem apresentadas, apurar a veracidade de um conteúdo antes de compartilhá-lo ou como forma de auxiliar a esclarecer àqueles que o cercam, como pais e outros familiares, e amigos”, explica. “Agora lemos com mais atenção e cuidado tudo que achamos na internet”.

O projeto foi bem aceito entre a turma: “segundo os alunos, eles gostaram de trabalhar o tema fake news dessa forma, pois trouxe mais conhecimento a eles. E adoraram a experiência, que, de acordo com eles, deve ser repetida. Pois, a aula se tornou mais interessante dessa maneira”.

 

SOBRE A ESCOLA SESI

A Escola do SESI de Aparecida do Taboado integra a rede de educação básica do SESI em Mato Grosso do Sul. Fundada em julho de 2014, oferece o Ensino Fundamental I e II e Ensino Médio. A metodologia da instituição é pautada em um ensino tecnológico, que aplica a robótica curricular e inova no formato de aprendizagem, dando protagonismo aos alunos para que eles solucionem problemas e gerem de conhecimento, usando criatividade, lógica e senso crítico.

Site da escola: www.sesims.com.br/escola/

 

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