Educação“Os alunos de hoje não são os mesmos para os quais nosso sistema educacional foi criado”, afirma Marc Prensky, em palestra no Rio

8 de agosto de 2017

O Rio de Janeiro foi palco de mais uma edição do evento Educação 360 que, este ano, teve como objetivo principal pensar e debater a relação entre a tecnologia e a educação. Uma das palestras mais aguardadas do dia, foi a do escritor americano e criador do termo “nativos digitais”,  Marc Prensky. De acordo com ele,...

O Rio de Janeiro foi palco de mais uma edição do evento Educação 360 que, este ano, teve como objetivo principal pensar e debater a relação entre a tecnologia e a educação.

Uma das palestras mais aguardadas do dia, foi a do escritor americano e criador do termo “nativos digitais”,  Marc Prensky. De acordo com ele, a mudança do modelo tradicional de educação precisa ser feita ou não estaremos preparando as crianças que estão nascendo ou que ainda nem nasceram para lidar com um mundo que será completamente diferente daqui a 20 anos.

— Por favor, pensem diferente — sugeriu Prensky à plateia — Não podemos apenas pensar em melhorar a educação que temos hoje para um outra com mais tecnologia ou mais empreendedorismo. Precisamos de uma nova forma de educar. Uma forma que admita que nem todo aluno precisa de todos os conteúdos, mas que todos eles tenham possibilidades de realizações que transformem o mundo num lugar melhor.

O escritor afirmou ainda que a escola não pode ser apenas um ambiente desestimulante, que só apresenta o conteúdo do currículo tradicional. Na avaliação dele, é necessário que o professor esteja sempre antenado com relação à tecnologia e seja uma espécie de guia, que deve não só acreditar no potencial dos seus alunos, como também encorajá-los a empreender em projetos pessoais, empoderá-los, etc.

— Se você é professor e usa a tecnologia para apresentar vídeos e fazer cálculos, tudo bem. Mas isso não é nada novo. Atualmente podemos fazer coisas que não podíamos antes. Conexões com outras pessoas, criar aplicativos úteis, análises especiais, criar vídeos e fazer robótica. E não apenas construir a robótica, mas fazer dela algo útil. Temos que achar o lugar útil para usar essa tecnologia ao invés de fazer sempre as mesmas coias de forma diferente, conclui ele.

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